histórias de hipo

AINDA NA ÉPOCA DA FACULDADE…

Ainda na época da faculdade eu tive outra hipoglicemia mas desta vez foi ainda mais grave. Eu estava num ônibus 455 Méier-Copacabana, voltando do campus da Praia Vermelha indo para casa almoçar. Era por volta de 13:00. Estava indo para casa almoçar. Mais uma vez eu não estava sentindo nenhum sintoma de hipo quando entrei no ônibus. Absolutamente nada. No meio do caminho, mais precisamente quando estávamos passando pelo Maracanã, comecei a ficar zonza. Pensei em descer e beber uma coca mas…o trecho em que eu estava não havia nenhum bar próximo. Forcei a barra para chegar mais adiante mas não deu tempo…Tudo foi muito rápido.

Não sei exatamente o que aconteceu pois desmaiei dentro no ônibus. Fiquei com uma lembrança distorcida e muito chocante que volta e meia me assombra. Eu estava sentada ao lado de um homem de bigode escuro. Comecei a sentir sonolência e apoiei minha cabeça no ombro dele. Não sei se foi delírio ou não mas tive a impressão que ele tentou me beijar achando que eu estava drogada ou coisa parecida. Quando viu que eu não abria os olhos e meu corpo estava sem reação ele avisou o motorista que parou o ônibus. Me tiraram carregada e me colocaram dentro de um táxi.

Fui parar no Souza Aguiar. Acordei e fiquei tentando convencer as enfermeiras que eu só precisava atravessar a rua e beber uma coca normal para ficar boa. Elas insistiam em me manter deitada. Eu falei que era diabética e que só precisava de um pouco de açúcar mas me ignoravam. Até que uma das enfermeiras começou a preparar uma seringa com sei lá o quê. Assustada, gritei:

– Eu só preciso de um copo de água com açúcar. Eu sou diabética, sua burra!!!!!!!

A enfermeira insultada respondeu:

– Nós já tentamos isso mas sua glicose ainda está muito baixa. Precisamos aplicar glicose na veia.

Só aí percebi que eu estava mal mesmo. Fiquei quieta. Logo meu irmão apareceu e depois meus pais. Eu chorava copiosamente. Sentia vergonha por não ter conseguido controlar aquela situação. Por eu mesma ter me deixado ficar naquele estado. E medo…muito medo pois até então eu não havia tido nenhum incidente tão grave como aquele.

Antes de sermos liberados do hospital, o motorista de táxi ainda apareceu para saber como eu estava. Eu pedi desculpas à enfermeira, claro. Já o homem de bigode escuro eu só o vejo na minha lembrança torpe e fantasiosa e desconfio que ele jamais existiu.

Qual lição eu deveria ter aprendido? Levar sempre algum tipo de doce na bolsa para me salvar destas situações. Mas isso eu também não aprendi e continuei a viver a vida como se soubesse o que estava fazendo…mas não estava. Vejo vcs no próximo post.

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4 thoughts on “AINDA NA ÉPOCA DA FACULDADE…”

  1. Oi Sheila. Minha filha tem 14 anos � tipo1 h� 4. Ela leu seu testemunho e achamos muito interessante, pois ela tb deseja ter filhos um dia. Parab�ns pelos seus, s�o lindos! Vc tb �.
    Felicidades. Evelin

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  2. Ola!!Nossa que mulher de fibra voce é, meus parabens pelos lindos filhos que voce tem, chorei lendo seu depoimento. Eu sou diabetica tipo 1 a 3 anos e é uma barra pra mim, é cobrança atras de cobrança as vezes ate uma dor de cabeça se transforma em um tormento pois acham que minha diabetes esta alta mas na verdade é apenas as incontantes cobranças que me deixam assim. E ainda pra piorar estou tentando engravidar e fui buscar ajuda de especialistas e me disseram que seria impossivel eu engravidar mesmo fazendo um tratamento essas palavras do medico foram como se arrancassem de mim o meu coraçao, fiquei dias sem endender pois quero muito ter filhos. Lendo seus depoimentos tive a certeza de que nao vou desistir de tentar pois a maior felicidade de qualquer mae é poder segurar um filho no colo, se Deus quiser e com a ajuda intensa do meu noivo vou realizar meu sonho como voce fez. Desejo muita sorte e felicidades a ti. Beijos

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  3. A 1ª crise severa de hipo q tive nunca saiu de minha cabeça : Voltava do Posto de saúde em Madureira, onde fazia estágio em Saúde Pública do curso de Nutriçao da UGF. Atravessei a passarela para pegar o ônibus e voltar logo para casa, já q havia acabado mais cedo e daria tempo de almoçar em casa. Dei sinal, entrei no ônubus e ñ lembro de mais nada a ñ ser andando pela linha férrea, já em Nova Iguaçu, tentando chegar até a estação ferroviária. Com certeza, entrei pelo muro q separa a rodoviária da linha do trem, caí, machuquei o queixo e fui caminhando, sem ter noção do que estava fazendo, a ñ ser seguir em frente. Passaram trens e eu agachava-me para ñ cair com o vento q eles faziam …Qdo cheguei perto da plataforma, avistei um homem e tentei sair com medo, mas um outro policial ferroviário veio andando em minha direção e perguntou o q havia acontecido, juntamente com o outro q tb era. Falei q queria ir para casa e q ñ estava bem. Eles pegaram o meu telefone e ligaram para minha casa. Em poucos instantes, meu irmão chegou, levou-me para casa, deu-me banho e um prato de comida. Dormi. Qdo levantei, ñ lembrava de nada, ví minha roupa suja de sangue e comecei a chorar. Ele explicou-me e senti muito medo. Mas Deus estava comigo e me levou para casa.
    Ana Christina Campos Ferreira

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  4. Em Dezembro de 2007, foi a 1ª vez q fui para o Hospital em crise de hipo. Meu marido levantou para trabalhar, como de costume, no dia 26/12, porém eu ñ levantei. Ele achou q eu estivesse cansada por causa das festas e deixou-me dormindo. Qdo ele ia sair, me chamou e eu ñ respondi. Ele disse q meus olhos estavam abertos e olhando para o vazio. Chamou minha Mãe, minha irmã e começaram a fazer exames, estava com 25, as fitas acabaram, porque, nervosos, desperdiçaram várias. Minha cama era açúcar puro, mas nada fazia a glicose subir e eu meio desacordada. Levaram-me para o hospital e o médico ainda brincou, achando q eu tivesse bebido e queria tomar glicose, quase q meu cunhado bateu nele. Qdo a glicose começou a circular e eu acordei, chorei, porque achava q eu havia morrido. Pareceia que eu estava conversando com outras pessoas e rezava muito, inclusive, cantando a música do Pe. marcelo. Que susto passamos !!!!
    Ana Christina Campos Ferreira Dias – Nova Iguaçu- RJ

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